Gloria Steinem — a escritora e ativista que se tornou rosto público do movimento feminista nos Estados Unidos — morreu na quarta-feira em sua casa em Nova York. A perda marca o fim de quase um século de atuação que ajudou a redefinir debates sobre direitos reprodutivos, mídia e organização comunitária.
- Flash resumo: Aos 92 anos, Steinem deixa a fundação, livros, documentários e as iniciativas que ajudou a criar, entre elas a revista Ms. e a Women’s Action Alliance.
O impacto imediato: voz pública e presença na mídia
Steinem ganhou destaque como jornalista em Nova York na década de 1970 e foi uma das fundadoras da Ms., publicação que ampliou o foco do jornalismo sobre mulheres para além de beleza e família. Sua visibilidade tornou-a referência em temas como direitos reprodutivos e igualdade salarial.
Ao longo das décadas, ela apareceu em programas televisivos e filmes, levando debates feministas para audiências amplas e variadas. Sua trajetória transformou entrevistas e textos em instrumentos de mobilização pública.
“A fundação informou que Steinem ‘faleceu pacificamente em sua casa em Nova York, rodeada por algumas das muitas pessoas que a amavam’. Acrescentou: ‘Os quase cem anos de Gloria na Terra foram anos bem vividos, e ela continuou trabalhando pela igualdade até o fim.’”
Legado organizado: causas, publicações e representações
Além da Ms., Steinem ajudou a criar a Women’s Action Alliance há mais de cinco décadas, um grupo voltado ao combate ao sexismo. Na década de 1970, foi figura central nas articulações a favor do direito ao aborto, recebendo com apoio a decisão da Suprema Corte em 1973 que reconhecia essa proteção constitucional.
Seu trabalho e sua vida viraram documentário e filme: o documentário da HBO de 2011, “Gloria: In Her Own Words”, e o longa inspirado na sua autobiografia de 2015, “The Glorias”, dirigido por Julie Taymor e interpretado por atrizes como Julianne Moore e Alicia Vikander. Ela também manteve as Talking Circles, encontros em sua casa, e deixou um manuscrito intitulado “An Unexpected Life”.
O que você acha? O que você acha do legado de Gloria Steinem e do impacto dela no feminismo contemporâneo? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Como e onde Gloria Steinem morreu?
Gloria Steinem morreu em sua casa em Nova York, aos 92 anos, conforme comunicado da sua fundação publicado em redes sociais. O texto informou que ela “faleceu pacificamente” e que estava cercada por “algumas das muitas pessoas que a amavam”, encerrando uma vida pública dedicada à igualdade.
Qual foi o papel de Gloria Steinem na criação da revista Ms.?
Gloria Steinem foi uma das fundadoras da revista Ms., lançada no contexto dos anos 1970, que mudou o tom da cobertura jornalística sobre mulheres ao abordar direitos, trabalho e política além de temas domésticos. A Ms. tornou-se referência editorial durante décadas de debates feministas.
Quais organizações Gloria Steinem ajudou a criar?
Gloria Steinem ajudou a fundar a Women’s Action Alliance há mais de cinquenta anos, organização voltada ao combate ao sexismo e à promoção de políticas públicas para mulheres. Ao longo da carreira, Steinem também coordenou iniciativas educacionais e encontros conhecidos como Talking Circles.
Como a vida de Gloria Steinem foi retratada em filmes e livros?
Gloria Steinem foi tema do documentário da HBO de 2011 “Gloria: In Her Own Words” e teve sua autobiografia “My Life on the Road” (2015) adaptada para o filme “The Glorias”, dirigido por Julie Taymor e com Julianne Moore e Alicia Vikander entre as atrizes que a interpretaram em diferentes idades.
O que deixou Gloria Steinem em termos de obras e projetos inéditos?
Gloria Steinem deixou um legado de textos, entrevistas e projetos organizacionais, além de um livro anunciado com o título “An Unexpected Life”. Sua fundação afirmou que as Talking Circles continuarão em sua memória, reiterando o compromisso com o trabalho coletivo que ela manteve ao longo da vida.
Samuel Vitor
