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Google Glass: memória de socos no rosto virou mais mito que fato

Google Glass — a imagem de usuário sendo atacado nas ruas ficou gravada na memória coletiva, mas a realidade documentada é mais contida e tem...

Google Glass: memória de socos no rosto virou mais mito que fato
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Google Glass — a imagem de usuário sendo atacado nas ruas ficou gravada na memória coletiva, mas a realidade documentada é mais contida e tem implicações diretas para como reagimos a novas tecnologias vestíveis.

  • Flash resumo: relatos isolados envolveram arrancar ou quebrar os óculos, não um padrão de pessoas sendo literalmente socadas no rosto.

Os episódios que marcaram a imagem pública

Vários episódios em San Francisco entre 2013 e 2014 se tornaram emblemáticos: frequentadores de bares expulsaram ou tiraram os aparelhos do rosto de quem usava Glass, e ao menos um par de casos teve destruição do equipamento.

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Em uma noite no bar Molotov, na Haight Street, uma frequentadora chamou a usuária dizendo que ela "estava destruindo a cidade" e, pouco depois, o aparelho foi arrancado. Em outro registro, um usuário teve os óculos retirados e esmagados no chão.

"Você está destruindo a cidade." / "Eu só vou tolerar tanto abuso."

Da promessa técnica à reação social — e o que isso significa hoje

O projeto foi apresentado ao público em 4 de abril de 2012, com versão para "Explorers", mas enfrentou críticas por desconforto visual e curta duração de bateria, além do rótulo pejorativo que pegou na cultura popular.

Além dos confrontos, houve casos de discriminação em estabelecimentos e ao menos uma multa por dirigir com o dispositivo, que acabou sendo descartada por falta de provas. A reação à tecnologia também é reflexo de temor social: uma pesquisa citada em 2014 mostrou que 53% dos americanos achavam que implantes ou dispositivos semelhantes seriam prejudiciais, contra 37% que viam melhoria.

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O que você acha? Você já passou por algo parecido ou conhece alguém que viveu essa tensão entre tecnologia e privacidade? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Perguntas Frequentes

Google Glass: foi comprovado que usuários foram socados no rosto em público?

Google Glass não tem registros documentados de pessoas sendo realmente socadas no rosto em série; as ocorrências mais divulgadas envolveram arrancar ou quebrar os óculos em confrontos isolados, como episódios reportados em San Francisco em 2014, e relatos de intimidação verbal que viraram narrativa pública.

Quais foram os incidentes específicos envolvendo Google Glass em San Francisco?

Google Glass aparece em relatos de fevereiro de 2014 no bar Molotov, na Haight Street, onde um aparelho foi arrancado do rosto de uma usuária, e em outro caso um usuário teve os óculos esmagados; esses dois episódios foram os mais citados como exemplos de reação física.

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Quando o Google Glass foi anunciado e quais problemas técnicos apareceram?

Google Glass foi anunciado em 4 de abril de 2012 e, após testes com a versão para "Explorers", mostrou limitações como cansaço visual e bateria curta, fatores que ajudaram a reduzir a aceitação pública além da própria reação social aos aparelhos.

Houve consequências legais por confrontos envolvendo Google Glass?

Google Glass esteve ligado a pelo menos uma multa por uso ao dirigir que foi depois descartada por falta de evidências; além disso, reclamações sobre discriminação em estabelecimentos se somaram ao debate, mas não houve padrão de processos por agressões físicas relatadas em massa.

Como a reação ao Google Glass se compara à atual antipatia por smartglasses da Meta?

A reação ao Google Glass se transformou em rótulos como "Glassholes" e medo de gravações; com as smartglasses da Meta há novo estopim social, incluindo chamadas pejorativas e vídeos de influenciadores gravando pessoas sem consentimento, embora confrontos mais violentos continuem raros.

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POR Marcos Antonio
Marcos Antonio

Advogado e colunista esportivo | Marcos Antonio é formado em Direito e atua como colunista esportivo do Diário da Mídia. Apaixonado por futebol, escreve análises e conteúdos sobre esportes com uma visão crítica, técnica e interpretativa dos acontecimentos.

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