Sony e Warner Music — entraram com uma ação federal contra a Anthropic, alegando que o treino de seus modelos de linguagem incluiu reprodução e raspagem de letras de músicas, e pedem indenizações de US$150.000 por infração, um valor que pode somar bilhões e reacender um debate sobre direitos autorais em IA.
- Flash resumo: A petição, protocolada na corte federal do Norte da Califórnia, nomeia a Anthropic e seus cofundadores Dario Amodei e Benjamin Mann e acusa raspagem de repositórios autorizados e reprodução literal de letras.
Acusações centrais e exemplos apontados pela ação
A petição descreve que a Anthropic teria obtido letras por meio de repositórios autorizados e "raspagem" de bases de dados de letras, além de treinar o modelo que pode reproduzir trechos verbatim. Entre as plataformas citadas estão serviços reconhecidos de letras, como MusixMatch e LyricFind.
O processo lista ainda exemplos concretos de canções cujos trechos, segundo a queixa, foram reproduzidos pelo modelo da Anthropic, o Claude, uma acusação que coloca em pauta riscos comerciais para editoras e compositores.
“[…]such beloved songs as ‘Ain't No Mountain High Enough,’ ‘All I Want for Christmas is You,’ ‘Eye of the Tiger,’ ‘Here Comes Santa Claus,’ and ‘Paper Rings.’”
Contexto jurídico: litígios anteriores e estratégia da indústria
A nova ação aparece em meio a uma série de processos contra a Anthropic por editoras grandes e independentes. Casos anteriores envolveram editoras como Universal Music Group, Concord e ABKCO em 2023; BMG em março; e Round Hill Music no início deste mês.
Além disso, a petição utiliza documentos relacionados ao processo Bartz v. Anthropic, que resultou em um acordo de US$1,5 bilhão no ano passado envolvendo a suposta utilização de coleções piratas como LibGen e PiLiMi para treinar modelos. A estratégia parece buscar um padrão de conduta para fortalecer as alegações atuais.
A Anthropic não se manifestou até a publicação desta reportagem.
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Perguntas Frequentes
O que a ação de Sony e Warner Music acusa a Anthropic de fazer com letras de músicas?
A ação de Sony e Warner Music alega que a Anthropic raspou repositórios de letras autorizados, como MusixMatch e LyricFind, e treinou seu modelo com esses dados, pedindo US$150.000 por cada infração alegada — um montante que, na soma, pode atingir níveis bilionários e ameaçar receitas de editoras.
Quais músicas a ação cita como reproduzidas pelo Claude da Anthropic?
A petição indica que o modelo Claude, da Anthropic, teria reproduzido literalmente trechos de canções como “Ain't No Mountain High Enough”, “All I Want for Christmas is You”, “Eye of the Tiger”, “Here Comes Santa Claus” e “Paper Rings”, usando esses exemplos para demonstrar alegada reprodução verbatim.
Como esse processo se conecta ao caso Bartz v. Anthropic e ao acordo anterior?
Que valores e réus a petição nomeia na ação contra a Anthropic?
Sony e Warner Music solicitam indenizações de US$150.000 por cada infração alegada, total potencialmente bilionário, e a petição lista como réus a Anthropic e os cofundadores Dario Amodei e Benjamin Mann, com a ação apresentada na corte federal do Norte da Califórnia.
A Anthropic respondeu formalmente às alegações sobre uso de letras e dados?
A Anthropic não se manifestou até a publicação desta reportagem; a ação foi protocolada na corte federal do Norte da Califórnia e se soma a uma série de processos recentes envolvendo editoras como Universal, BMG e Round Hill, que também questionam práticas de coleta de dados para treino de IA.
Mariana Costa
