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IA da Huawei acerta tudo e vira destaque inédito na Olimpíada de Matemática

Huawei — O sistema Celia, criado pela gigante chinesa de tecnologia, ultrapassou uma barreira que parecia exclusivamente humana ao resolver todas as...

IA da Huawei acerta tudo e vira destaque inédito na Olimpíada de Matemática

Huawei — O sistema Celia, criado pela gigante chinesa de tecnologia, ultrapassou uma barreira que parecia exclusivamente humana ao resolver todas as seis questões da Olimpíada Internacional de Matemática (OIM), desempenho que apenas sete dos 666 estudantes presentes conseguiram repetir.

  • Flash resumo: Celia e o dots-note-3.0, da Xiaohongshu, atingiram 100% de acertos na prova mais prestigiada da matemática escolar mundial.
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Máquinas alcançam perfeição rara

A disputa em Xangai reuniu jovens talentos menores de 20 anos vindos de vários continentes, mas quem roubou a cena foram dois grandes modelos de linguagem. Celia não apenas igualou, como ampliou o feito dos melhores competidores ao exibir domínio sobre álgebra, combinatória, geometria e teoria dos números no mesmo exame.

A rede social Xiaohongshu, por sua vez, levou a campo o dots-note-3.0, que também entregou pontuação máxima. O duplo gabarito eleva a discussão sobre os limites entre raciocínio contextual e cálculo estatístico, já que a prova exige argumentação lógica detalhada, não respostas curtas de múltipla escolha.

Para preservar a integridade do resultado, os organizadores só liberaram os enunciados para as empresas depois que todos os estudantes haviam entregado seus cadernos. Os algoritmos tiveram de enviar as soluções dentro do mesmo tempo regulamentar — um teste de pressão idêntico ao aplicado a humanos.

“Estamos entusiasmados com este resultado, porque alcançar uma pontuação perfeita na OMI é extremamente difícil”, afirmou a Xiaohongshu em nota oficial.

Evolução meteórica em três temporadas

O salto de 2026 impressiona quando se resgata o histórico recente. Em 2024, um modelo do Google conseguiu resolver quatro das seis questões e teria levado medalha de prata. No ano seguinte, produtos da OpenAI empataram com o nível de ouro, mas ainda ficaram a dois problemas da perfeição alcançada por cinco estudantes vencedores.

Nesse curto intervalo, as arquiteturas de linguagem expandiram parâmetros e foram treinadas com bancos de dados dedicados a provas teóricas, deixando o estágio de “chute inteligente” para adotar raciocínio simbólico guiado por busca heurística. A Huawei destacou que Celia “exibiu capacidades abrangentes” em diferentes ramos da disciplina, sinal de que o modelo não dependeu de memorização de padrões repetidos.

Já o dots-note-3.0 concentrou sua força em cadeias de raciocínio passo a passo, filosofia conhecida como chain-of-thought no meio acadêmico. A estratégia parece ter valido a pena: além dos 100 % de acerto, o tempo médio de submissão das respostas ficou dentro da primeira metade do cronômetro oficial da OIM, algo raro mesmo entre medalhistas humanos.

Especialistas apontam que, se a tendência continuar, a fronteira entre preparação escolar e treinamento de IA pode exigir novos formatos de prova — talvez com tarefas práticas ou avaliações orais. Até lá, os 666 competidores deste ano já convivem com o fato de que algoritmos agora dividem o topo do pódio.

O que você acha? O avanço das máquinas torna a prova injusta ou serve de inspiração para métodos de estudo mais eficientes? Para acompanhar outros temas quentes, acesse nossa editoria.

Perguntas Frequentes

Qual foi o feito exato de Celia, o modelo de IA da Huawei, na Olimpíada Internacional de Matemática?

Celia, solução de inteligência artificial da Huawei, acertou todas as seis questões da Olimpíada Internacional de Matemática, igualando o desempenho de apenas sete dos 666 estudantes presentes em Xangai e registrando a primeira pontuação perfeita já atingida por um algoritmo na competição.

O dots-note-3.0, da Xiaohongshu, também alcançou 100 % de acerto na mesma prova?

Sim; o dots-note-3.0, desenvolvido pela plataforma chinesa Xiaohongshu, obteve pontuação máxima na edição de 2026 da OIM, repetindo o raríssimo gabarito perfeito e demostrando que duas empresas distintas chegaram simultaneamente ao topo da avaliação.

Quantos competidores humanos participaram da edição 2026 da Olimpíada Internacional de Matemática?

A Olimpíada Internacional de Matemática deste ano reuniu 666 estudantes de alto desempenho, todos com menos de 20 anos, representando diversos países e enfrentando o mesmo conjunto de seis problemas resolvidos pelas duas IAs chinesas.

Como os organizadores garantiram a isonomia entre humanos e sistemas de IA na competição?

A comissão da OIM liberou os enunciados para Huawei e Xiaohongshu somente após o término da prova humana e exigiu entrega das respostas dentro do tempo oficial, criando condições de pressão idênticas às impostas aos 666 participantes.

Quais resultados anteriores mostram a evolução da IA nas últimas três edições da OIM?

Em 2024, um modelo do Google resolveu quatro questões, equivalente a medalha de prata; em 2025, ferramentas da OpenAI e do próprio Google alcançaram nível de ouro, mas sem gabarito. A perfeição só chegou em 2026, com Celia e dots-note-3.0.

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POR Mariana Costa
Mariana Costa

Editora de conteúdo e atualização de notícias | Mariana Costa atua na produção, apuração e atualização de conteúdos do Diário da Mídia. Especializada em entretenimento, televisão, streaming, celebridades e tendências digitais, acompanha os principais acontecimentos em tempo real para entregar notícias precisas, contextualizadas e relevantes aos leitores.

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