Ratinho — A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito que investiga supostos casos de LGBTfobia exibidos no programa do apresentador no SBT, medida que aumenta a possibilidade de depoimentos e de novas complicações jurídicas envolvendo o comunicador.
- Flash resumo: Inquérito no 7º Distrito Policial de Osasco apura três ocorrências dos últimos 60 dias; procedimento tem prazo inicial de 30 dias.
Alcance da apuração e próximos passos
A investigação tramita sob sigilo no 7º Distrito Policial de Osasco e foi aberta na quinta-feira (21). O procedimento tem prazo inicial de 30 dias e pode ser prorrogado mediante solicitação do delegado responsável pelo caso.
Segundo a Polícia Civil, a apuração considera três ocorrências exibidas nos últimos 60 dias. O desdobramento pode incluir depoimentos do próprio apresentador e de integrantes da produção do programa.
"O SBT não é alvo da investigação, apesar de exibir o programa comandado por Ratinho."
Contexto: ações paralelas e episódios que motivaram a investigação
O inquérito foi motivado pela reincidência de episódios já analisados pela polícia, conforme reportagem que antecipou a abertura do caso. Procurada nesta sexta-feira (22), a emissora afirmou que não comentaria o assunto; a assessoria de imprensa do apresentador disse, por WhatsApp, que ele "não se manifesta sobre casos jurídicos".
Entre os casos apontados para investigação está uma fala de Ratinho, em março, sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), quando o apresentador afirmou que a parlamentar não deveria presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher por ser transexual. A deputada move ação por transfobia e pede direito de resposta ao SBT; Ratinho, por sua vez, entrou com processo por difamação contra ela.
Além disso, há apurações separadas: no começo do mês, comentários do apresentador sobre se sentir "preocupado" com a exposição de homens se beijando em público viraram alvo de investigação do Ministério Público. A polícia também analisa falas exibidas no quadro Dez ou Mil, no dia 11 deste mês, quando o comunicador teria feito piadas consideradas homofóbicas envolvendo pessoas LGBTQIA+.
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Gloria Maria
