Jane Fonda — a atriz reagiu com dureza ao fato de a Paramount ter qualificado comentários de Mark Ruffalo como “antissemitas”, descrevendo o rótulo como uma tática que tenta deslegitimar críticas ao acordo de fusão envolvendo a família Ellison e a Warner Bros.
- Flash resumo: Fonda chamou de preocupante o uso do termo “antissemita” para neutralizar debate sobre a fusão entre estúdios; Ruffalo havia ligado os Ellison a relações com Israel e riscos na consolidação do setor.
A defesa pública de Jane Fonda e o teor da sua fala
Jane Fonda afirmou, em declaração compartilhada no Instagram do Committee for the 1st Amendment, que acusações falsas de antissemitismo estão sendo usadas para silenciar críticas políticas legítimas.
Fonda enfatizou a gravidade do antissemitismo e disse que, por isso, o termo não pode virar um “cajado” contra opositores de uma transação que concentra poder sobre filmes, TV e notícias.
“Especially as a Jewish American, I find it deeply troubling to see false accusations of antisemitism used to silence legitimate political criticism in this country... Calling his criticism antisemitic is a smear to delegitimize criticism of the merger.” (tradução livre)
O contexto: o post de Ruffalo e a resposta da Paramount
Mark Ruffalo compartilhou um trecho em que Safra Catz, executiva da Oracle e membro do conselho da Paramount, fala sobre tecnologias fornecidas a forças israelenses após o ataque de 7 de outubro; Ruffalo relacionou Larry Ellison a um “oligarca clássico” e alertou sobre riscos da fusão com a Warner Bros.
Em reação, um porta-voz da Paramount afirmou que o uso de termos como “genocídio” e “apartheid” aplicados a uma transação comercial é equivocado e que invocar imagens tão graves em uma disputa empresarial “barateia” o sofrimento real — e reafirmou que a empresa não tolera preconceito.
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Perguntas Frequentes
O que exatamente Jane Fonda disse sobre Mark Ruffalo e a Paramount?
Jane Fonda declarou que acusações de antissemitismo usadas contra Mark Ruffalo configuram uma tentativa de silenciar críticas políticas; a declaração foi publicada no Instagram do Committee for the 1st Amendment e reafirmou que Ruffalo tem direito à liberdade de expressão ao questionar a fusão envolvendo David Ellison e a Warner Bros.
Qual foi o conteúdo do post de Mark Ruffalo que gerou a reação?
Mark Ruffalo compartilhou um clipe em que Safra Catz comenta tecnologias fornecidas à população militar israelense após o ataque de 7 de outubro; Ruffalo mencionou Larry Ellison e alertou para os perigos de permitir que a Paramount se funda com a Warner Bros., associando a concentração de poder a riscos democráticos.
Como a Paramount reagiu às críticas de Ruffalo?
A Paramount respondeu por meio de um porta-voz que considerou problemático invocar linguagens como “genocídio” e “apartheid” em uma disputa comercial; a declaração afirmou que tais termos “não merecem resposta em espécie” e reforçou que a empresa não tolera qualquer forma de preconceito.
Quem mais tomou partido a favor de Mark Ruffalo?
Entre os que defenderam Mark Ruffalo, a atriz Hannah Einbinder (estrela da série “Hacks”) comentou em rede social, elogiando a ligação feita por Ruffalo entre investimentos dos Ellison e a potencial consolidação de poder na indústria de mídia, além de criticar a sugestão de que os comentários seriam motivados por antissemitismo.
Que fusão está no centro dessa disputa e quem está envolvido?
A controvérsia gira em torno da fusão planejada entre a Paramount (com ligação ao grupo Skydance, liderado por David Ellison) e a Warner Bros.; críticos citam o papel de Larry Ellison, cofundador da Oracle, e do conselho da Paramount, onde Safra Catz figura, como elementos centrais no debate sobre concentração de poder no setor.
Dimitri Lares
