Jhulia Avila — marcada pela infância entre cabines de caminhão e por uma longa jornada de recomeço — hoje dirige como motorista canavieira na Usina Batatais, conquistando autonomia profissional e a casa própria.
- Flash resumo: Saiu de um relacionamento abusivo, conquistou as categorias D e E, virou instrutora e trabalha na Usina Batatais.
O sonho herdado das estradas
Jhulia cresceu cercada por histórias e viagens de caminhoneiros na família, o que transformou uma paixão infantil em meta de vida.
Desde pequena ela afirmava que dirigir caminhões era seu destino — uma certeza que a acompanhou até a realização profissional.
“Sempre fui apaixonada por caminhões. Venho de uma linhagem de motoristas: meu pai, irmão, primos e tios trabalham no ramo — desde nova, achava tudo isso o máximo. Cresci viajando nas cabines, ainda criança dizia: ‘isso é para mim, eu tenho certeza do meu sonho.’” — Jhulia Avila, entrevista
Da resistência ao recomeço e à estabilidade
O percurso para chegar ao volante profissional não foi linear: Jhulia enfrentou violência no casamento e precisou recomeçar a vida ao sair de casa com as filhas.
Trabalhos temporários e economia rigorosa permitiram que ela juntasse recursos para tirar a habilitação nas categorias D e E, etapas decisivas para atuar como motorista canavieira.
Depois de obter as cartas certas, Jhulia também atuou como instrutora de autoescola — experiência que a preparou para a vaga que hoje ocupa na Usina Batatais, em regime de bate-volta.
A conquista da casa própria e a rotina consolidada ao lado do marido, Lucas, são resultados concretos dessa virada profissional. Ela planeja seguir na estrada, somando experiência e realizando mais objetivos.
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Dimitri Lares
