Kore-eda Hirokazu — o diretor abriu o painel do Kering Women in Motion em Tóquio com um diagnóstico claro: o cinema japonês vive um momento de maior atenção no circuito internacional e isso muda as responsabilidades das gerações mais velhas. O debate ocorreu no Toho Cinemas Roppongi Hills, para plateia cheia, e reuniu artistas e gestores para discutir o alcance e os desafios dessa visibilidade.
Debate em Tóquio destaca novo alcance do cinema japonês
O painel trouxe vozes diversas: o ator Ninomiya Kazunari, a diretora e presidente do Academy Museum, Amy Homma, e a produtora Murata Chieko dividiram o palco com Kore-eda para falar sobre a presença global das produções japonesas.
Kore-eda enfatizou que, diferentemente de uma década atrás, espectadores e programadores internacionais têm comentado com mais frequência que os filmes japoneses estão “muito interessantes” agora, apontando uma mudança prática no fluxo de festivais e na circulação de obras.
“Em anos recentes venho ouvindo, em festivais internacionais, que ‘os filmes japoneses estão muito interessantes agora’. Isso é algo que não se ouvia há dez anos; a atenção aumentou graças ao trabalho acumulado de diretores mais jovens.”
Diversidade, público e a experiência internacional
Amy Homma trouxe a perspectiva de quem lidera uma instituição dedicada à preservação e à exibição, lembrando que múltiplas verdades coexistem e que conhecer histórias diversas amplia a empatia do público.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Murata Chieko, produtora de Kokuho (2025) — filme kabuki que teve grande recepção internacional e indicação ao Oscar em Melhor Maquiagem e Penteado — falou sobre criar obras que atinjam públicos amplos, buscando fazer rir e chorar o maior número possível de espectadores.
Ninomiya relembrou sua experiência em produções internacionais, citando a diferença nas formas de trabalho: equipes estrangeiras tendem a perguntar mais, o que transforma dúvidas em soluções por meio do diálogo, segundo sua observação como ator.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
O que Kore-eda Hirokazu afirmou sobre a atenção internacional ao cinema japonês no evento em Tóquio?
Kore-eda Hirokazu afirmou que o interesse por filmes japoneses cresceu nos últimos anos, algo que não se via há dez anos; ele citou diretores como Hamaguchi Ryusuke e Fukada Koji como responsáveis por levar obras ao circuito internacional e aumentar a visibilidade em festivais.
Como Kore-eda Hirokazu descreveu a participação de Murata Chieko e o papel de Kokuho na conversa?
Kore-eda Hirokazu observou que o painel contou com Murata Chieko, produtora de Kokuho (2025), filme kabuki elogiado no exterior e indicado ao Oscar em Melhor Maquiagem e Penteado; Murata disse que seu objetivo foi emocionar o maior público possível, ressaltando a necessidade de tolerância cultural.
De que forma Kore-eda Hirokazu resumiu o ponto de vista de Amy Homma sobre diversidade e história do cinema?
Kore-eda Hirokazu destacou que Amy Homma, diretora e presidente do Academy Museum of Motion Pictures, falou sobre a importância de reconhecer diferentes histórias nacionais; Homma relacionou a pluralidade cultural à capacidade das equipes e museus de valorizar qualidades individuais diversas.
Rafael Menezes