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Orcas surpreendem ao destroçar peixes de quase 2 t em caçada cooperativa

Orcas — Um novo registro subaquático virou tema quente nos laboratórios de etologia: um grupo de orcas no Golfo da Califórnia foi filmado...

Orcas surpreendem ao destroçar peixes de quase 2 t em caçada cooperativa

Orcas — Um novo registro subaquático virou tema quente nos laboratórios de etologia: um grupo de orcas no Golfo da Califórnia foi filmado despedaçando um peixe-lua de quase duas toneladas em segundos, numa coreografia de força e precisão que a ciência ainda não havia documentado.

  • Flash resumo: Predadores golpeiam a carcaça já morta até transformá-la em centenas de pedaços menores para dividir com filhotes.
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Golpes sincronizados que “explodem” a presa

A sequência, divulgada recentemente no periódico Frontiers in Ethology, mostra primeiro uma fêmea segurando o enorme peixe-lua-rabudo (Masturus lanceolatus), capaz de chegar a três metros e quase duas toneladas. Logo depois, um macho do mesmo grupo investe a toda velocidade contra a carcaça.

O impacto é tão violento que o tecido do peixe se fragmenta e cria uma nuvem de carne e pele, permitindo que cada membro do bando apanhe seu quinhão sem esforço adicional de caça. Pesquisadores afirmam que essa estratégia não visa matar — o animal já estava morto —, mas sim processar o alimento em partículas manejáveis.

“Acreditamos que isso pode ajudar as orcas mais jovens a se alimentarem com mais facilidade ou pode ser apenas uma brincadeira. As orcas são conhecidas por brincar com a comida”, explicou a pesquisadora Kathryn Ayres.

Por que o “banquete explodido” importa para o grupo

Os cetáceos são famosos por estruturas sociais complexas e, nesse caso, a cena ilustra um provável ato de cuidado coletivo. Após a explosão da carcaça, câmeras registraram um filhote capturando pequenos fragmentos enquanto os adultos consumiam cortes maiores — prática que reforça laços e aprendizado de caça.

Especialistas ainda levantam outra hipótese: ao rasgar a pele espessa do peixe-lua, as orcas liberam microrganismos que habitam a camada gelatinosa do animal. Essa dispersão de microbioma pode favorecer a imunidade dos caçadores, oferecendo nutrientes ou bactérias benéficas, algo que o artigo destaca como linha futura de investigação. Embora as orcas já sejam conhecidas por fatiar presas para compartilhar, a violência calculada do golpe registrado em 2024 adiciona uma nova peça ao quebra-cabeça sobre como o predador máximo dos mares refina seu cardápio.

O que você acha? A técnica revela cooperação ou pura diversão desses gigantes? Para acompanhar mais curiosidades da vida animal, acesse nossa editoria.

Perguntas Frequentes

Qual foi o animal que as orcas destruíram no Golfo da Califórnia?

O registro mostra orcas atacando um peixe-lua-rabudo, espécie Masturus lanceolatus, que pode medir 3 m e pesar quase 2 t. A filmagem ocorreu no Golfo da Califórnia e detalha como a carcaça foi despedaçada em centenas de fragmentos.

Como as orcas “explodiram” o peixe-lua durante a filmagem?

Na cena, uma orca fêmea segura a carcaça enquanto um macho investe em alta velocidade, gerando um impacto que literalmente pulveriza o corpo do peixe. O estudo publicado na Frontiers in Ethology descreve a ação como uma estratégia cooperativa de processamento alimentar.

Por que os pesquisadores consideram o comportamento inédito entre orcas?

A equipe de Kathryn Ayres afirma que, embora orcas compartilhem comida com frequência, nunca havia sido filmada uma tática específica de colisão para fragmentar presas gigantes. A gravação de julho de 2024 representa o primeiro relato científico deste método.

Quais benefícios essa “explosão” de alimento traz para filhotes de orca?

Filhotes ganharam acesso imediato a pedaços pequenos e macios gerados pelo impacto, reduzindo o esforço de mastigação. O estudo também sugere que o compartilhamento de microbioma da pele do peixe-lua pode fortalecer a imunidade dos jovens integrantes do grupo.

Onde e quando o vídeo sobre a caçada das orcas foi publicado?

O material foi analisado e divulgado na revista Frontiers in Ethology, com data de publicação apresentada a leitores em 23 de julho de 2026 às 15h07 (horário de Brasília, UTC-3). A pesquisa contou com colaboração da organização Beneath The Waves.

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POR Mariana Costa
Mariana Costa

Editora de conteúdo e atualização de notícias | Mariana Costa atua na produção, apuração e atualização de conteúdos do Diário da Mídia. Especializada em entretenimento, televisão, streaming, celebridades e tendências digitais, acompanha os principais acontecimentos em tempo real para entregar notícias precisas, contextualizadas e relevantes aos leitores.

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