Projetos suíços — Sete produções e coproduções da Suíça integram a seleção do Venice Production Bridge para o Gap‑Financing Market, entre 38 obras escolhidas a partir de mais de 370 inscrições. Os títulos abordam desde a erupção de Tambora em 1816 até romances transcontinentais e histórias sobre migração e crime.
- Flash resumo: sete projetos suíços em destaque na Venice Gap‑Financing trazem temas históricos, sociais e de gênero, com talentos veteranos e diretores emergentes.
Projetos-chave e o puxão histórico do clima
O diretor Flurin Giger aparece na seleção com “A Year Without Summer”, drama de época sobre uma família camponesa afetada por um fenômeno climático ligado à erupção do vulcão Tambora em 1816. O projeto é produzido por Beauvoir Films (Genebra) e Heimatfilm (Colônia) e deve usar o romanche como uma das línguas de filmagem.
Giger leva ao mercado um recorte histórico que ressoa hoje por paralelos com crises climáticas contemporâneas; o filme está em fase de elenco, combinando atores profissionais e não profissionais.
“É baseado em um evento real. Em 1816, o mundo ficou escuro após a erupção do vulcão Tambora; isso transformou o clima e remodelou vidas em vários continentes.” — Cécile Tollu‑Polonowski, produtora da Beauvoir Films.
Romance, migração e mistério: como os demais projetos se apresentam
Entre os outros destaques está “Kyushu Moon”, a estreia narrativa de Stéphanie Argerich, produzida por Intermezzo Films e Les Films du Bélier. O filme acompanha Sarah (Alba Rohrwacher), jornalista recém‑divorciada, e Moroto (Ryo Kase), um japonês de 42 anos, em um encontro que desafia barreiras culturais; a produção tem início de filmagens marcado para seis semanas em Beppu, no Japão, em outubro.
Também integram a seleção: “Chocolat Amer” (Valentin Merz), que lida com um jovem tunisino em Zurique e a decadência do cacau; “Quiet Land” (Ursula Meier), um mistério policial com um policial rodoviário do Montana chamado Connor McCluskey; “Salut Robert” (Laura Israel), um retrato diarístico de Robert Frank; “The Rope” (Alberto Fasulo), ficção pós‑apocalíptica; e “The Smuggler” (Kaveh Bakhtiari), sobre um adolescente afegão em Atenas e a exploração por contrabandistas.
Alguns diretores chegam com histórico de festivais: Giger teve curtas em Veneza e Cannes; Valentin Merz conquistou um prêmio de primeiro longa em Locarno em 2022; Ursula Meier já estreou obras em Berlim em 2012 e 2022 — sinais de que a seleção reúne experiência e novidades autorais.
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Perguntas Frequentes
Quais são os projetos suíços selecionados para o Gap‑Financing Market em Veneza?
Projetos suíços selecionados incluem sete títulos: “A Year Without Summer” (Flurin Giger), “Kyushu Moon” (Stéphanie Argerich), “Chocolat Amer” (Valentin Merz), “Quiet Land” (Ursula Meier), “Salut Robert” (Laura Israel), “The Rope” (Alberto Fasulo) e “The Smuggler” (Kaveh Bakhtiari). A seleção faz parte de 38 obras escolhidas entre mais de 370 inscrições.
O que é “A Year Without Summer” e qual é sua base histórica?
Projetos suíços incluem “A Year Without Summer”, de Flurin Giger, que recria 1816, ano marcado pela erupção do vulcão Tambora. O filme, produzido por Beauvoir Films e Heimatfilm, explora o impacto climático e social do evento e será filmado em romanche, com elenco profissional e não profissional em processo de montagem.
Quando e onde “Kyushu Moon” será filmado e quem estrela o filme?
Projetos suíços contam com “Kyushu Moon”, de Stéphanie Argerich, que tem início de filmagem previsto para seis semanas em Beppu, no Japão, em outubro. O elenco anunciado inclui Alba Rohrwacher como Sarah e Ryo Kase como Moroto, e a produção é conduzida por Intermezzo Films e Les Films du Bélier.
Quais temas sociais e narrativos aparecem entre os projetos suíços em Veneza?
Projetos suíços apresentam temas variados: crise climática em “A Year Without Summer”, relação intercultural em “Kyushu Moon”, exploração de migrantes em “The Smuggler” (Kaveh Bakhtiari), decadência do setor do cacau em “Chocolat Amer” (Valentin Merz) e mistério policial em “Quiet Land” (Ursula Meier), mostrando amplitude temática dos sete títulos.
De que forma esses projetos suíços podem influenciar o cinema do país no curto prazo?
Projetos suíços com título em Venice Gap‑Financing conectam diretores premiados e novos nomes, reunindo sete trabalhos escolhidos entre mais de 370 submissões. O histórico inclui um prêmio de primeiro longa para Valentin Merz em Locarno 2022 e estreias de Ursula Meier em Berlim, o que tende a ampliar visibilidade internacional do cinema suíço.
Leticia Rodrigues
