Sue Wang — a presidente da Taiwan Creative Content Agency (TAICCA) abriu o discurso no Taiwan Creative Content Fest em Taipei com um recado prático: criar conteúdo não basta se as empresas não souberem transformar ideias em modelos de negócio escaláveis e receita internacional.
Comercialização de IP como prioridade operacional
A estratégia central anunciada por Wang é simples e direta: priorizar desenvolvimento e comercialização de IP antes de ampliar programas de investimento. Sem validação de mercado, disse, aportes financeiros correm maior risco de não gerar um ciclo de crescimento sustentável.
Como exemplo do foco em resultados, a TAICCA declarou que, até 30 de outubro, havia aportado cerca de NT$560 milhões (aproximadamente US$17,1 milhões) em 24 projetos de coprodução e cofinanciamento envolvendo longas, séries e animação, com parceiros em 15 países e territórios.
"O desafio não é apenas saber se conseguimos criar conteúdo de qualidade, mas se as empresas têm capacidade e modelos de negócio para transformar ideias criativas em receita sustentável, construir negócios escaláveis e alcançar públicos em diferentes mercados."
Mercado, parcerias e limites para a IA
O Taiwan Creative Content Fest (TCCF), que ocorre em Taipei de 6 a 9 de novembro, reúne 107 expositores de sete países e territórios e traz um aumento de 13% em participantes nas categorias de IP, como publicação, quadrinhos e personagens. A programação do festival inclui sessões de pitching, mercado e fórum que conectam projetos a investidores e compradores.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Nos próximos anos, a TAICCA espera que surjam várias produtoras de médio porte capazes de produzir mais de 10 títulos por ano, além de consolidar a co‑produção internacional como prática regular. A agência também sinalizou esforços para aprofundar laços com França e expandir colaboração com a Coreia do Sul para música independente, festivais e artes performáticas.
Fundos relacionados já aprovaram investimentos em 12 projetos que mobilizaram cerca de NT$600 milhões (cerca de US$18,3 milhões) em capital privado, incluindo iniciativas de festival e projetos cinematográficos como "Lonely Together" e "The Rope Curse 4: Kuntilanak".
Quanto à tecnologia, a TAICCA vê a inteligência artificial sobretudo como ferramenta de suporte para trabalhos técnicos — animação, efeitos visuais e pós‑produção — e mantém cautela sobre o uso de IA generativa em roteiro e música, citando incerteza sobre aceitação pública e necessidade de correções humanas.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
O que Sue Wang pediu ao setor no Taiwan Creative Content Fest sobre IP e negócios?
Sue Wang pediu que a comercialização de propriedade intelectual (IP) seja colocada no centro da estratégia da indústria. Ela ressaltou a necessidade de modelos de negócio testados no mercado para transformar conteúdo em receita sustentável, mobilizando crescimento antes de ampliar programas de financiamento, no contexto do TCCF em Taipei (6–9 de novembro).
Quanto a TAICCA já investiu e em quantos projetos internacionais?
A TAICCA investiu cerca de NT$560 milhões (aprox. US$17,1 milhões) em 24 projetos de coprodução e cofinanciamento, envolvendo longas, séries e animação, com parceiros em 15 países e territórios. Esses aportes são citados como base para fortalecer licenciamento, precificação e desenvolvimento de público antes de buscar distribuição internacional em larga escala.
Como a TAICCA encara IA e quais são as metas de produção para os próximos anos?
A TAICCA vê a inteligência artificial principalmente como ferramenta de apoio técnico para animação, efeitos e pós‑produção, mantendo cautela sobre IA generativa em escrita e música. Nos próximos três anos, a agência quer ver produtoras médias ou grandes produzindo mais de 10 títulos por ano e a co‑produção internacional como prática regular.
Gloria Maria