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Tesla e rivais tiraram o rádio AM; alertas de emergência ameaçados

Resumo

A retirada da recepção do rádio AM em veículos elétricos por fabricantes como Tesla, BMW e Volkswagen tem levantado preocupação por comprometer avisos de emergência. A questão chegou ao Congresso dos EUA em maio de 2023, diante do papel do AM em alcançar áreas onde o FM falha; fabricantes citam interferência eletromagnética como justificativa técnica.

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Tesla e rivais tiraram o rádio AM; alertas de emergência ameaçados
Foto: Divulgação
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Rádio AM — A remoção da banda AM de vários modelos elétricos colocou em xeque a disponibilidade de alertas de emergência em viagens, provocando debate regulatório nos Estados Unidos e entre fabricantes. A discussão ganhou força no Congresso em maio de 2023, quando legisladores propuseram medidas para impedir a eliminação da recepção AM em carros novos.

Por que montadoras estão abandonando o AM

Fabricantes como Tesla, BMW e Volkswagen argumentam que a faixa AM sofre com interferência eletromagnética causada pelos próprios sistemas de propulsão eletrificados, algo menos presente em motores a combustão e em transmissões FM. Isso pode transformar uma mensagem em estática, zumbidos ou interrupções dentro da cabine.

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Segundo a indústria, corrigir o problema exige melhores isolamentos, filtros e reposicionamento de componentes — mudanças que demandam tempo e investimento; o grupo que representa as montadoras nos EUA, a Alliance for Automotive Innovation, se posicionou contra a obrigatoriedade legislativa e ressalta o compromisso das empresas com avisos públicos.

O sinal AM opera em frequências mais baixas e tem ondas mais longas, o que permite atravessar obstáculos sólidos e alcançar distâncias maiores que o FM — característica que torna o AM útil para alertas públicos.

Quem já removeu o AM e qual é o alcance do debate

Modelos da Tesla começaram a perder a recepção AM a partir de 2018 via atualização, e a BMW explicou em 2015 por que o i3 não recebia AM. Mazda, Volkswagen, Volvo, Polestar e Rivian também constam entre as marcas com sistemas multimídia sem AM.

O tema ganhou contornos públicos com um projeto no Congresso americano apresentado em maio de 2023, motivado pela relevância do AM para o Sistema Nacional Integrado de Alerta e Advertência Pública e pelo diagnóstico de que pelo menos oito fabricantes já haviam eliminado a faixa em alguns modelos. Em mercados como o México, a presença do AM continua relevante, o que torna a ausência nos veículos uma questão de mercado.

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O que você acha? O que você acha dessa decisão das montadoras? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

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Perguntas Frequentes

Por que o rádio AM é usado para alertas de emergência e por que sua ausência preocupa?

O rádio AM é usado para alertas de emergência porque o sinal opera em frequências mais baixas com ondas mais longas, permitindo atravessar obstáculos e cobrir maiores distâncias do que o FM; essa capacidade é citada pelo Sistema Nacional Integrado de Alerta e Advertência Pública como fundamental para alcançar áreas remotas. Sua ausência pode reduzir o alcance de avisos em viagens.

Quais montadoras removeram a recepção AM de veículos elétricos?

Várias montadoras removeram a recepção AM em determinados elétricos e híbridos: Tesla (a partir de 2018), BMW (caso do i3 explicado em 2015), além de Mazda, Volkswagen, Volvo, Polestar e Rivian. Legisladores citaram em maio de 2023 que ao menos oito fabricantes já haviam eliminado a faixa em alguns modelos, ampliando o debate regulatório.

O que as montadoras alegam e que soluções existem para restaurar o AM?

A Alliance for Automotive Innovation afirmou que não há precedente de exigência de rádio pelo Congresso e se opõe a tornar o AM obrigatório, enquanto as empresas reconhecem o compromisso com avisos públicos. Soluções técnicas possíveis incluem isolamento de cabos, filtros e reposicionamento de componentes, mas exigem investimento e alterações de projeto dos veículos.

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POR Vinicius Balbino
Vinicius Balbino

Editor-chefe | Vinicius Balbino é editor-chefe do Diário da Mídia, responsável pela revisão, curadoria e publicação dos conteúdos jornalísticos. Atua na supervisão editorial do portal, garantindo qualidade, consistência e alinhamento com os padrões de publicação.

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