The City of the Living — O novo filme de Edoardo Gabbriellini privilegia a vida cotidiana de Luca em vez do horror explícito do crime, mas a escolha narrativa já acendeu debate: a produção é elogiada pela atuação e sensibilidade, e criticada por possivelmente reforçar estereótipos sobre personagens gays.
- Flash resumo: Atuação de Emanuele Maria Di Stefano é destacada; filme foca em Luca e sua família, mas enfrenta críticas sobre representação LGBT.
Atuação e escolha narrativa que privilegia a vida
Gabbriellini opta por retratar o cotidiano de Luca — interpretado por Emanuele Maria Di Stefano — em um contexto familiar e de trabalho, afastando-se do detalhamento gráfico do crime real que inspirou a história.
A construção do protagonista e das relações familiares é elogiada pela capacidade de gerar empatia, enquanto a violência é apenas sugerida, preservando o foco nas consequências humanas do evento.
"Cinema, como a literatura, tem o grande poder da empatia e, assim, a capacidade de nos levar a ver através de uma lente que, se bem focada, evita qualquer julgamento fácil ou preconcebido."
Polêmica sobre representação e ficha técnica essencial
Apesar do roteiro de Nicola Lagioia e da sensibilidade da direção, parte da crítica aponta que os dois agressores aparecem apenas como homens desviantes e gays, sem nenhum personagem queer positivo para equilibrar a narrativa.
O filme foi exibido em sessões na Itália, esteve em festivais como Veneza (Orizzonti) e Toronto (Centrepiece) e teve uma exibição em Cinema Adriano, Roma. Duração oficial: 104 minutos.
O que você acha? Você concorda que o filme precisava apresentar ao menos um personagem gay positivo para equilibrar a história? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que The City of the Living mostra sobre o crime real que inspirou o filme?
The City of the Living reconstrói a vida de Luca Varani antes do crime que o vitimou há cerca de 10 anos, privilegiando laços familiares e ambições cotidianas. A adaptação é baseada no romance de Nicola Lagioia e opta por sugerir a violência em vez de mostrá-la em detalhe, segundo a abordagem do diretor.
Quando e onde The City of the Living foi exibido em festivais e salas?
The City of the Living foi exibido em sessão no Cinema Adriano, Roma, em 26 de agosto de 2026, e passou pelas mostras de Veneza (Orizzonti) e Toronto (Centrepiece). A divulgação oficial registra a duração do filme em 104 minutos, informação usada nas programações de festival.
Quem interpreta Luca e quem compõe o elenco principal de The City of the Living?
The City of the Living tem Emanuele Maria Di Stefano no papel de Luca; Gaia Merlonghi interpreta Marta, e Valerio Mastandrea e Simona Senzacqua interpretam os pais adotivos. O elenco inclui ainda Andrea Isidori, entre outros nomes citados na ficha técnica da produção.
Por que The City of the Living recebeu críticas sobre a representação gay?
The City of the Living recebeu críticas porque os agressores do enredo são retratados como homens gays sem contrapartida de personagens queer positivos, gerando preocupações sobre estereótipos. Especialistas e parte do público apontaram a ausência de figuras LGBT humanizadoras no texto adaptado por Nicola Lagioia.
Qual é a duração e quem são os principais nomes da equipe de The City of the Living?
The City of the Living tem 104 minutos de duração. A direção é de Edoardo Gabbriellini, com roteiro assinado por Nicola Lagioia (baseado no próprio romance), câmera de Amine Messadi e edição de Jacopo Ramella Pajrin; a produção envolve An Eagle Pictures, Cinemaundici e Lungta Film.
Leticia Rodrigues
