Xiaomi — a fabricante alerta que a escalada no preço das memórias ameaça a competitividade dos smartphones e pode forçar fabricantes a reduzir linhas ativas, com menos modelos lançados e preços mais altos para o consumidor.
Impacto direto nos preços: memória e valores de varejo
O custo das memórias subiu cerca de 5,5 vezes nos últimos 12 meses, uma elevação que encarece componentes-chave de aparelhos modernos e reduz margens das fabricantes.
Os módulos de 12 GB com 256 GB de armazenamento estão próximos de 2.000 yuans (≈ R$ 1.520), e isso se reflete no preço sugerido de lançamentos como o REDMI K100, que chegou a 3.499 yuans (≈ R$ 2.659) na versão 12/256.
O preço da memória subiu cerca de 5,5 vezes nos últimos 12 meses.
Reações das marcas e risco de descontinuações
Com margens comprimidas, fabricantes têm reavaliado estratégias: algumas marcas anunciaram mudanças que reduzem lançamentos domésticos ou redirecionam linhas para mercados estrangeiros.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Exemplos claros incluem a Meizu, que em fevereiro suspendeu o desenvolvimento próprio de novos celulares para o mercado chinês; a OPPO, que em julho ajustou a estratégia de suas marcas; a Realme concentrando lançamentos fora da China; e a OnePlus mantendo lançamentos na Índia e China, mas interrompendo apresentações na Europa e América do Norte.
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Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Por que a Xiaomi diz que a alta do preço da memória pode afetar linhas de celulares?
A Xiaomi apontou que o aumento de cerca de 5,5 vezes no custo das memórias nos últimos 12 meses pressiona a rentabilidade dos aparelhos. Com módulos de 12 GB/256 GB próximos de 2.000 yuans (≈ R$ 1.520), fabricantes enfrentam escolhas entre repassar custos ao consumidor ou reduzir lançamentos e margens.
Quanto o aumento de memória impacta preços de modelos como o REDMI K100?
O impacto é direto: a versão do REDMI K100 com 12 GB e 256 GB foi lançada a 3.499 yuans (≈ R$ 2.659), e modelos com configurações maiores chegam a 4.099 yuans (12/512 ≈ R$ 3.115) e 4.499 yuans (16/512 ≈ R$ 3.419), reflexo do custo mais alto dos módulos de memória.
Quais fabricantes já mudaram estratégia por causa dessa pressão nos custos?
Marcas afetadas já anunciaram ajustes: a Meizu suspendeu desenvolvimento próprio para o mercado chinês em fevereiro, a OPPO alterou estratégias em julho, a Realme priorizou mercados internacionais e a OnePlus restringiu lançamentos fora de Índia e China.
Beatriz Farias