Zuenir Ventura — a imprensa brasileira perde uma voz que transformou episódios políticos e sociais em reportagens e livros; a Academia Brasileira de Letras confirmou o óbito em 22 de setembro, aos 95 anos, sem divulgar a causa do falecimento. A carreira de Ventura atravessou redações centrais do país e deixou obras que ainda orientam leituras sobre 1968 e a ditadura.
Carreira nas redações e obra-reportagem
Zuenir Ventura nasceu em Além Paraíba, Minas Gerais, em 1931, e consolidou trajetória que passou por Tribuna da Imprensa, Correio da Manhã, O Cruzeiro, Visão, Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil e O Globo. Em cada redação, combinou apuração de campo com narrativa literária, formato que se tornou sua marca.
Em 1968 ele publicou o livro "O Ano que Não Terminou", uma das obras que revisitavam o período de repressão e os movimentos estudantis. O título é frequentemente citado como referência para entender a relação entre jornalismo e história naquele momento.
Reconhecido por transformar grandes acontecimentos políticos e sociais em livros-reportagem, Zuenir consolidou posição de destaque na imprensa brasileira e na memória literária do jornalismo.
Reconhecimento público e legado institucional
Em 30 de outubro de 2014, Zuenir Ventura foi eleito sétimo ocupante da Cadeira n.º 32 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Ariano Suassuna. A eleição na ABL formalizou um reconhecimento institucional à carreira marcada por reportagens longas e livros de não ficção.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Além de "O Ano que Não Terminou", Ventura recebeu o Prêmio Jabuti por "Cidade Partida", entre outros reconhecimentos que atestam sua influência na cobertura de temas sociais e políticos. Sua obra permanece como referência para pesquisadores e estudantes de jornalismo.
O que você acha? Você considera que a obra de Zuenir Ventura ainda orienta a cobertura de temas políticos hoje? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Quando Zuenir Ventura foi eleito para a Academia Brasileira de Letras e qual cadeira ocupou?
Zuenir Ventura foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 30 de outubro de 2014, como sétimo ocupante da Cadeira n.º 32. A eleição marcou sua sucessão à cadeira deixada por Ariano Suassuna e formalizou sua passagem do jornalismo ativo para o corpo institucional da literatura e das letras no país.
Quais são os livros e prêmios mais lembrados na carreira de Zuenir Ventura?
Zuenir Ventura é lembrado pelo livro "O Ano que Não Terminou", publicado em 1968, que revisita o turbulento ano marcado por repressão e movimentos estudantis. Ele também recebeu o Prêmio Jabuti por "Cidade Partida", reconhecimento que destaca seu trabalho como repórter-escritor.
Onde Zuenir Ventura trabalhou ao longo da carreira e qual sua origem?
Zuenir Ventura teve passagem por veículos como Tribuna da Imprensa, Correio da Manhã, O Cruzeiro, Visão, Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil e O Globo. Nascido em Além Paraíba, Minas Gerais, em 1931, ele construiu trajetória extensa em redações nacionais antes de ingressar na ABL.
Thiago Nogueira