General Motors — Décadas antes da telemática comercial, a montadora construiu um trecho de rodovia experimental e equipou dois carros de 1966 com o DAIR, um sistema que prometia navegação, avisos de pista e comunicação direta com uma central de assistência, antecipando recursos que hoje são rotineiros nos veículos conectados.
Como o DAIR orientava e comunicava o motorista
O sistema DAIR empregava um rádio de faixa cidadã (CB) para troca de mensagens automatizadas com uma central e receber alertas em tempo real. Ímãs e transmissores embutidos na infraestrutura enviavam sinais ao console do carro, exibindo limites e avisos na cabine.
Além disso, o piloto inseria cartões perfurados codificados no painel para acionar indicadores de direção que guiavam a rota até o destino.
Em 1966, os Laboratórios de Pesquisa da General Motors anunciaram o Sistema de Auxílio ao Motorista, Informação e Roteamento (DAIR), que combinava rádio, transmissores na pista e cartões perfurados para oferecer navegação e assistência.
Legado: do ERGS à telemática moderna
Aproximadamente um ano após a demonstração do DAIR, a GM recebeu um contrato federal para desenvolver o ERGS, que substituiu cartões por uma palavra-código de cinco letras e usava antenas em cruzamentos para orientar o motorista.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Embora tecnologias como o DAIR e o ERGS não tenham sido implantadas em larga escala — por exigirem muitos transmissores, ímãs e centros de telecomunicação — elas abriram caminho para sistemas de telemática posteriores, culminando em soluções comerciais nos anos seguintes.
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Perguntas Frequentes
O que era o DAIR e como ele funcionava na prática?
O sistema DAIR da General Motors era um protótipo de assistência ao motorista apresentado em 1966 que combinava rádio CB, ímãs e transmissores instalados na via e um console com cartões perfurados. Em campo, recebia sinais da pista, mostrava limites e enviava mensagens à central para solicitar socorro ou orientação.
O que foi o ERGS e qual mudança ele trouxe em relação ao DAIR?
O ERGS, desenvolvido pela pesquisa da General Motors e pela divisão de rádio Delco após o DAIR, substituiu cartões perfurados por uma palavra-código de cinco letras para definir destinos. A unidade ERGS lia sinais de antenas em cruzamentos e exibida instruções visuais no painel; o projeto teve sequência após um contrato com o Bureau of Public Roads.
Por que o DAIR não virou uma infraestrutura em larga escala nos EUA?
O sistema DAIR da General Motors enfrentava barreiras de escala: implementar a solução exigiria muitos ímãs e transmissores pela malha viária e vários centros de comunicação. Com o avanço das telecomunicações e soluções mais eficientes, projetos como o DAIR e o ERGS foram suplantados antes de uma adoção massiva.
Thiago Nogueira