Siga o Diário da Mídia no Google Clique em Seguir e não perca nenhuma novidade. Seguir Auto

General Motors testou carros conectados por rádio e cartões perfurados

Resumo

A General Motors testou nos anos 1960 o DAIR, um sistema experimental de assistência ao motorista instalado em um trecho de rodovia do Centro Técnico Global em Warren, Michigan. O projeto combinava rádio CB, transmissores e ímãs na pista e cartões perfurados no console para orientar rotas e alertar a central; a pesquisa evoluiu para o ERGS e precedeu telemática moderna como o OnStar.

Publicidade
General Motors testou carros conectados por rádio e cartões perfurados
Foto: Divulgação
Pergunte à IA sobre isto:

General Motors — Décadas antes da telemática comercial, a montadora construiu um trecho de rodovia experimental e equipou dois carros de 1966 com o DAIR, um sistema que prometia navegação, avisos de pista e comunicação direta com uma central de assistência, antecipando recursos que hoje são rotineiros nos veículos conectados.

Como o DAIR orientava e comunicava o motorista

O sistema DAIR empregava um rádio de faixa cidadã (CB) para troca de mensagens automatizadas com uma central e receber alertas em tempo real. Ímãs e transmissores embutidos na infraestrutura enviavam sinais ao console do carro, exibindo limites e avisos na cabine.

Publicidade

Além disso, o piloto inseria cartões perfurados codificados no painel para acionar indicadores de direção que guiavam a rota até o destino.

Em 1966, os Laboratórios de Pesquisa da General Motors anunciaram o Sistema de Auxílio ao Motorista, Informação e Roteamento (DAIR), que combinava rádio, transmissores na pista e cartões perfurados para oferecer navegação e assistência.

Legado: do ERGS à telemática moderna

Aproximadamente um ano após a demonstração do DAIR, a GM recebeu um contrato federal para desenvolver o ERGS, que substituiu cartões por uma palavra-código de cinco letras e usava antenas em cruzamentos para orientar o motorista.

Embora tecnologias como o DAIR e o ERGS não tenham sido implantadas em larga escala — por exigirem muitos transmissores, ímãs e centros de telecomunicação — elas abriram caminho para sistemas de telemática posteriores, culminando em soluções comerciais nos anos seguintes.

Publicidade

O que você acha? Você vê semelhança entre as ideias do DAIR e as funções de carros conectados atuais? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Perguntas Frequentes

O que era o DAIR e como ele funcionava na prática?

O sistema DAIR da General Motors era um protótipo de assistência ao motorista apresentado em 1966 que combinava rádio CB, ímãs e transmissores instalados na via e um console com cartões perfurados. Em campo, recebia sinais da pista, mostrava limites e enviava mensagens à central para solicitar socorro ou orientação.

O que foi o ERGS e qual mudança ele trouxe em relação ao DAIR?

O ERGS, desenvolvido pela pesquisa da General Motors e pela divisão de rádio Delco após o DAIR, substituiu cartões perfurados por uma palavra-código de cinco letras para definir destinos. A unidade ERGS lia sinais de antenas em cruzamentos e exibida instruções visuais no painel; o projeto teve sequência após um contrato com o Bureau of Public Roads.

Por que o DAIR não virou uma infraestrutura em larga escala nos EUA?

O sistema DAIR da General Motors enfrentava barreiras de escala: implementar a solução exigiria muitos ímãs e transmissores pela malha viária e vários centros de comunicação. Com o avanço das telecomunicações e soluções mais eficientes, projetos como o DAIR e o ERGS foram suplantados antes de uma adoção massiva.

Publicidade
Publicidade
Compartilhar:
POR Thiago Nogueira
Thiago Nogueira

Redação e cobertura geral | Thiago Nogueira faz parte da equipe de redação do Diário da Mídia, cobrindo atualidades, cultura pop e temas de interesse geral. Produz matérias informativas com linguagem acessível e direta.

Talvez Você Goste