Honda WR‑V — o SUV de entrada combina espaço generoso e economia de combustível com equipamentos modernos, mas traz uma contradição clara: o motor aspirado 1.5 e a transmissão CVT entregam desempenho contido e, ao mesmo tempo, elevam o nível de ruído dentro da cabine, comprometendo o conforto em aceleradas e retomadas.
Espaço, tecnologia e acabamento que impressionam
A versão EXL do WR‑V aposta em uma cabine ampla, bancos com bom suporte e itens de comodidade que reforçam o apelo familiar do modelo. O porta‑malas oferece 458 litros com os bancos em posição normal e pode chegar a 1.466 litros com o rebatimento dos encostos traseiros.
A lista de equipamentos é generosa: central multimídia touchscreen de 10 polegadas com espelhamento sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, painel digital TFT de 7 polegadas, seis airbags e o pacote de assistência Honda Sensing de série na versão topo. A conectividade myHonda Connect é exclusiva da versão EXL, permitindo controle remoto de funções via smartphone.
Porta‑malas de 458 litros (1.466 litros com bancos rebatidos) e central multimídia de 10 polegadas na versão EXL.
Mecânica, consumo e a sensação ao dirigir
O conjunto mecânico do WR‑V EXL é o motor 1.5 DI i‑VTEC aspirado acoplado à transmissão automática tipo CVT com sete marchas simuladas. A proposta privilegia economia e confiabilidade, mas não oferece respostas esportivas: acelerações mais vigorosas e retomadas ficam atrás de rivais com motores turbo.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O efeito mais perceptível ao volante é o ruído do motor quando o câmbio CVT mantém rotações elevadas — a sonoridade invade a cabine e reduz a sensação de refinamento. Ainda assim, o carro apresenta consumos modestos segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular: 12 km/l com gasolina e 8,2 km/l com etanol na cidade; 12,8 km/l (gasolina) e 8,9 km/l (etanol) na estrada.
A dinâmica é equilibrada para uso urbano: suspensão com ajuste firme, vão livre de 22,3 cm que oferece boa capacidade para trafegar em vias irregulares e assistência eletrônica que passa segurança em manobras do dia a dia. Por outro lado, a ausência do sistema Magic Seat e o freio de mão por alavanca na versão mais equipada ficam aquém do que alguns concorrentes oferecem.
O WR‑V é produzido em Itirapina (SP), com o motor fabricado em Sumaré, e integra a família de SUVs da marca ao lado de HR‑V, ZR‑V e CR‑V. A ficha técnica registra 126 cv a 6.200 rpm e torque de 15,8 kgfm a 4.600 rpm com etanol, aceleração 0‑100 km/h em 11,4 segundos e velocidade máxima declarada de 175 km/h.
O que você acha? Você consideraria comprar o Honda WR‑V EXL mesmo com o ruído do motor em acelerações? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O Honda WR‑V EXL tem problema de ruído do motor em uso diário?
O Honda WR‑V EXL apresenta ruído perceptível do motor 1.5 DI i‑VTEC aspirado, especialmente quando o câmbio CVT mantém rotações altas; esse comportamento é mais notado em acelerações e retomadas, e reduz a sensação de conforto dentro da cabine, apesar do bom isolamento em velocidades constantes.
Quais são os números de consumo do Honda WR‑V EXL segundo o PBEV?
O Honda WR‑V EXL tem médias aferidas pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular: na cidade faz 12 km/l com gasolina e 8,2 km/l com etanol; na estrada registra 12,8 km/l com gasolina e 8,9 km/l com etanol, cifras que reforçam seu foco em economia.
O que a versão EXL do Honda WR‑V traz de série e qual é o preço?
A versão EXL do Honda WR‑V inclui Honda Sensing, myHonda Connect, central de 10 polegadas, painel TFT de 7 polegadas, seis airbags, carregamento por indução e acabamento com bancos em couro; a ficha técnica oficial mostra o preço sugerido de R$ 149.900 para a configuração topo.
Mariana Costa