Stellantis — A concessionária de alerta agora vem do próprio setor: a empresa reconhece que o atraso em compreender o modelo de produção chinês trouxe vantagem competitiva às marcas daquele país, com impacto direto em preços, importações e dinâmica da indústria nacional.
Vantagem chinesa, políticas e o dilema das importações
Herlander Zola colocou na mesa a combinação que permitiu a expansão chinesa: verticalização da cadeia, custos menores e apoio governamental que, segundo ele, não tem transparência sobre subsídios e custos trabalhistas.
O executivo também destacou que o Brasil importará 700.000 veículos leves só neste ano e que a alíquota de 35% para CKD/SKD é insuficiente diante das medidas aplicadas por EUA e União Europeia, que adotaram tarifas superiores para proteger empregos locais.
“Há outros caminhos possíveis como incentivar os fabricantes de veículos a comprar aço, pneus, plásticos e outros componentes de fornecedores instalados no País. Só este ano serão importados 700.000 veículos leves. Diante do que temos hoje, se nada for feito, é melhor produzir carros na China, desmontar e trazer para cá. É importante criar regras de estímulo”
Mercado aquecido, modelos e tecnologia que chegam ao Brasil
O mercado automobilístico celebra vendas em alta: a Anfavea passou a projetar 3,1 milhões de unidades vendidas no fechamento do ano, um avanço de 15,2% sobre 2025, com emplacamentos de 281,4 mil veículos em um mês — o melhor patamar desde dezembro de 2014.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Apesar do consumo aquecido, a produção local subiu apenas 9%, enquanto as importações cresceram 30,4% no acumulado de janeiro a setembro e as marcas chinesas registraram expansão de 106,4%, aumentando a pressão sobre fornecedores brasileiros.
No campo de produtos, a Honda mantém o City fabricado no Brasil com novidades visuais para 2027: nova dianteira em LEDs, opção hatch RS (R$ 2.100 mais cara que o sedã Touring), rodas de liga leve de 16", central multimídia de 10" com espelhamento sem fio e manutenção do pacote Honda Sensing a partir da versão EX. Motor continua 1,5 L flex de 126 cv com câmbio CVT; consumo (Inmetro) varia de 9,1 km/l a 15,3 km/l conforme combustível e uso.
Na oferta elétrica/híbrida, o Leapmotor B10 REEV (apresentado como marca do grupo Stellantis) surge como alternativa: motor elétrico traseiro de 218 cv, bateria LFP de 18,8 kW⋅h com 68 km de autonomia elétrica (Inmetro) e motogerador 1,5 L de 88 cv para extensão de alcance; preço indicado de R$ 179.990.
O que você acha? Você acredita que medidas de estímulo voltadas a fornecedores nacionais serão suficientes para reduzir o impacto das importações? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que Stellantis quis dizer ao admitir que o Ocidente demorou a entender a produção chinesa?
Stellantis destacou que o modelo verticalizado chinês reduziu custos de produção e facilitou a exportação em larga escala; o executivo citou a importação de 700.000 veículos leves só neste ano como exemplo do efeito prático e sugeriu estímulos para que fornecedores locais ganhem participação na cadeia.
Como a projeção da Anfavea de 3,1 milhões de veículos influencia a indústria brasileira?
Stellantis e o mercado enfrentam um cenário em que a Anfavea projeta 3,1 milhões de veículos vendidos até o fim do ano, um salto de 15,2% sobre 2025; esse aumento de demanda convive com produção nacional que cresceu apenas 9% e importações que avançaram 30,4% no acumulado janeiro-setembro.
Quais são os números-chave do Leapmotor B10 REEV ligado ao grupo Stellantis?
Stellantis aparece associado ao Leapmotor B10 REEV, que tem motor elétrico de 218 cv, bateria LFP de 18,8 kW⋅h com 68 km de autonomia (Inmetro), motogerador 1,5 L de 88 cv e consumo Inmetro de 13,5 km/l urbano; o preço sugerido informado é R$ 179.990.
Dimitri Lares