Tokyo Vice — o debate sobre o incentivo de produção do Japão ganhou tom de urgência ao ser colocado como risco real de afastar filmagens e coproduções internacionais, segundo profissionais que participaram do seminário da MPA no Tokyo International Film Festival. A crítica central: a regra atual favorece grandes projetos e deixa de fora a maior parte do cinema japonês.
Como JPY800 milhões vira obstáculo para indies e coproduções
Produtores destacaram que o mínimo exigido de JPY800 milhões (≈US$5,1 milhões) nas regras do IP360 torna o incentivo inacessível para filmes independentes, já que a maioria das produções japonesas custa entre US$1,5 milhão e US$3 milhões.
Além do valor mínimo, foi criticado o sistema de aprovação baseado em painéis, considerado subjetivo, o que retarda decisões em projetos que podem levar três a cinco anos para se concretizar. A defesa é por critérios claros e por um mecanismo automático de aprovação para dar previsibilidade aos produtores.
Plataformas e estúdios globais acompanham o movimento — e, no painel, a comparação com modelos estrangeiros serviu de referência: foi citada a experiência do Reino Unido, que financia treinamento via taxas específicas para a indústria.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →“Como um produtor sabe que pode contar com o incentivo do Japão com antecedência? Essa é a questão, e precisamos de uma solução.” — Alex Boden
Unificação governamental e a ambição de JPY20 trilhões
Na esfera pública, foi informado que uma força-tarefa se reuniu em 22 de outubro para preparar um órgão único que unirá as ações do Ministry of Internal Affairs and Communications, da Agency for Cultural Affairs, do METI e do Ministry of Foreign Affairs, com lançamento previsto para 2027.
O plano integra um roadmap de investimento público-privado divulgado em julho, que fixa a ambiciosa meta de JPY20 trilhões (≈US$127 bilhões) em vendas externas até 2033 e prevê apoio a grandes filmagens locais, coproduções internacionais baseadas em IP japonês e medidas mais duras contra pirataria.
Representantes do setor apontaram sinais de mudança operacional em Tóquio: permissões de filmagem teriam melhorado, com episódios recentes de coordenação de cenas de grande escala na cidade, o que reforça o apelo para corrigir regras financeiras e aproveitar o momento.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
O que os produtores de Tokyo Vice pediram sobre o incentivo de produção do Japão?
Os produtores ligados a Tokyo Vice pediram reformulação do incentivo IP360 durante um seminário da MPA no Tokyo International Film Festival, citando o limite mínimo de JPY800 milhões (≈US$5,1 milhões) e a falta de critérios claros. Eles defenderam aprovação automática em vez de seleção por painel e inclusão de formação profissional no pacote.
De que forma o mínimo de JPY800 milhões afeta filmes menores e coproduções?
O argumento apresentado por quem trabalha em Tokyo Vice é que o mínimo de JPY800 milhões exclui produções independentes, já que a maioria dos filmes japoneses tem orçamentos entre US$1,5 milhão e US$3 milhões. Isso dificulta coproduções e incentiva projetos a filmarem fora do Japão por falta de previsibilidade.
O que o governo japonês pretende com o novo órgão de conteúdo e qual é a meta?
O governo do Japão criou uma força-tarefa que se reuniu pela primeira vez em 22 de outubro para montar um novo órgão de conteúdo, com lançamento previsto para 2027, reunindo METI, Agency for Cultural Affairs, Ministry of Internal Affairs and Communications e Ministry of Foreign Affairs. O roadmap visa JPY20 trilhões em vendas externas até 2033.
© Diário da Mídia · Conteúdo protegido por direitos autorais — reprodução ou cópia proibida sem autorização. Original: diariodamidia.com.br/tokyo-vice-produtores-apontam-jpy800-milhoes-como-barreira
Leticia Rodrigues