23/12/2017 - 05:45

O peso do fator rejeição dos candidatos em 2018

Manoel Afonso
ALELUIA! Basta de desrespeito também nas escolas estaduais. Esse quadro de violência e medo será contido a partir de 2018 com a aprovação da lei que dispõe sobre a prevenção e combate – de autoria do deputado Lídio Lopes ( PEN) aprovada após dois anos de discussão na Assembleia Legislativa. Os críticos a lei deveriam levar esses marmanjos desordeiros para suas casas. De leve...
 
A SUGESTÃO Conta-me um amigo de Amambai que o Juiz Odilon de Oliveira ( PDT) numa caminhada pelas ruas daquela cidade, foi abordado por um cidadão que sugeriu: “Com tantos políticos usando tornozeleira eletrônica , a fotografia dos candidatos na urna eletrônica deveria ser de corpo inteiro para conferir se ele é ou não decente.”
 
BALANÇO Os números da Câmara Municipal da nossa capital impressionam neste 2017.Anote: apresentadas 40 mil proposituras, com a média de quase 1.380 para cada vereador. Só do Executivo foram 70 projetos apreciados em plenário. Foram 77 sessões e inúmeras ações em vários locais da cidade. Um ano de muito entusiasmo..
 
CAFÉ AMIGO com Pedro Caravina – presidente da Assomasul. Idealista mas com pés no chão aguarda a liberação dos R$ 29 milhões para os 79 municípios. Reclama dos reflexos nos repasses pela queda do IR, FPM e IPI. lembra: “ O Governo cria programas sociais em convênio com as cidades, mas não indica as fontes da receita. Aí sobra para as prefeituras.”
 
MUITO BOM! Os anos como educador e empresário decisivos na atuação do senador Pedro Chaves (PSC). Atuou em 11 comissões e na relatoria da Lei do Ensino Médio foi impecável; agora será o relator na Reforma do Código Comercial. Liberou recursos para 38 cidades e a capital; interferiu na licitação da Usina de Fertilizantes de Três Lagoas. Não é por acaso que é candidato ao senado que mais cresceu nas pesquisas. Sinal verde.

REJEIÇÃO 1 Pode não decidir mas ajuda a aferir o conceito e potencial dos candidatos nas pesquisas. Sim, não se confunde rejeição com ódio, mas é um sentimento difícil de ser alterado ao longo da campanha. Dizem; o eleitor pode até esquecer em quem votou, mas jamais esquece o motivo que o levou a não votar em determinado candidato.
 
E MAIS... Há quem sustente; é mais fácil cair no agrado do eleitor do que livrar-se de estigma da rejeição. É chula a expressão, mas cabe neste espaço: não é difícil ouvirmos: “eu voto num cachorro – mas jamais voto no fulano de tal”. Na manifestação pela preferência, aproveita-se para enfatizar a ojeriza contra sicrano candidato.
 
CAUSAS Essa manifestação de preconceito pode estar nas propostas do candidato, na sua imagem equivocada ou desgastada, pelos companheiros/aliados e inclusive pela agremiação partidária que o abriga. E não se pode esquecer: a discordância é própria do fundamento que rege a política - por pior, ou melhor, que seja aos olhos do eleitor.
 
REVERSÃO É possível ao longo do processo eleitoral dependendo da postura do candidato rejeitado e de fatos envolvendo os concorrentes. Se a rejeição decorrer pelo fato de não ser conhecido do eleitorado terá maiores chances de reverter. Mas se tratar de candidato com experiência política, conhecido do eleitor, as chances diminuem.
 
DOIS TURNOS Neste tipo de eleição há uma variante interessante até para o eleitor que se lembrou inclusive do cachorro como opção. A rejeição que parecia irreversível no 1º turno – tipo absoluta – pode se transformar numa alternativa menos ruim com objetivo de derrotar outro nome. Portanto, rejeição em 2 turnos é pra se pensar.
 
REJEIÇÃO 2 Também no MS ela não pode ser ignorada por se tratar de uma predisposição negativa do eleitor. Mas na última pesquisa do IPEMS – para o Governo do Estado – não foram publicados os números da rejeição dos candidatos . Muito estranho. O foco da pesquisa ficou circunscrito ao nível de aceitação dos postulantes.


 
PORTANTO vamos nos basear nos números do trabalho da ‘Ranking Pesquisas’ divulgados na penúltima coluna para falar da rejeição estadual. A baixa rejeição ( 1,43%) de Odilon de Oliveira ( PDT) aliada a sua liderança na aceitação espontânea com 41,70%) contra 25,26% ( rejeição de 29,13%) de André Puccinelli (PMDB) e 21,73% ( rejeição de 17,63%) de Reinaldo Azambuja (PSDB) forma hoje a situação de favoritismo.

 
2º TURNO Já alertei sobre a particularidade do pleito em 2 turnos e no caso local com eventual união entre o PMDB/PSDB se o candidato do PDT for o adversário. Mas tem algo mais: Se Lula (PT) viabilizar sua candidatura e o PDT fechar questão em apoiá-lo – como ficaria o candidato Odilon? Sairia desgastado ou fortalecido ao pedir votos para o candidato petista, que hoje perde para Bolsonaro ( Patriota) nas pesquisas em MS?

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