18/11/2017 - 05:00

Odilon de Oliveira é nome diferente no cenário político de MS

Manoel Afonso
OS ÓRFÃOS políticos já são vistos na tentativa de reconduzi-lo ao comando do PMDB e assim tentar o Governo em 2018. Cada qual com seu discurso, mas com os mesmos objetivos pessoais. Tentam minimizar a situação penal-jurídica de André, desqualificam as acusações contra ele e preferem se reportar as suas administrações marcadas por obras físicas. Mas por insensibilidade ocasional ‘esquecem’ as sequelas na vida sócio-familiar do ex-governador. Agora são filhos e netos também traumatizados pelo episódio que começou com policiais à porta da residência. A frase “você está preso!” é devastadora. Existem dois ‘Andrés’ – um antes da prisão, outro após a prisão.
 
SEM ILUSÕES A opinião pública que assiste aos noticiários sobre o escândalos ironizam as justificativas ou defesas dos políticos acusados e envolvidos. Todas seguem a mesma linha. Parecem ter saído de um manual de formulários: “O fulano de tal reafirma que não está envolvido no caso, reservando-se ao direito de se defender para provar sua inocência”. Aquela ladainha de sempre. O interessante é que todos esses políticos fogem da imprensa, como está acontecendo também aqui.
 
“CHATEADO?” O deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB) assim se expressou após visitar André: “ ele está chateado”. Data vênia, o deputado precisa aferir também a quantas anda a indignação da população após essas revelações. A manifestação recente de um motoqueiro contra o deputado Carlos Marun (PMDB) mostra isso. Seriam meras conjecturas, invencionices das autoridades num processo de 156 páginas? Ora! Para a investigação a Gráfica Alvorada, a Proteco Construções, Mil Tec Tecnologia e o Instituto Ícone (do André Jr), emitiram documentos frios para ‘legalizar’ propinas beneficiando André. 
 
ROUBA MAS FAZ’ São Paulo está pagando até hoje aquela conta salgada deixada pelo então prefeito Paulo Maluf. Depois de tantos anos de investigação conseguiu-se provar os desvios de dinheiro das propinas. Por analogia, o caso de Mato Grosso do Sul caminha para o mesmo cenário. Já imaginou quanto essa tropa de ‘empresários’ ajudou a tirar dos cofres públicos? Quantos leitos hospitalares ficamos defasados por causa disso? Quantos aparelhos hospitalares e remédios a menos? Quantas escolas, viaturas e ações sociais perdemos? Eles não teria feito isso sozinhos. Tiveram parceria. Essa é a conta, o raciocínio objetivo que a população precisa ter. 

CORRUPÇÃO Duas ações oportuníssimas contra anti-corrupção. A primeira delas é do prefeito Marcos Trad (PSD) instituindo 16 de novembro como Dia Municipal de Combate a Corrupção conforme projeto o edil André Salineiro (PSDB). A segunda é do governador Reinaldo (PSDB) propondo via projeto a criação do Fundo Estadual de Combate a Corrupção com recursos provenientes de multas administrativas e doações. Vamos acompanhar as duas iniciativas esperando resultados positivos..
 
DR. ODILON Tirou o passaporte para sua primeira viagem política. É o primeiro nome diferente disposto a ingressar no cenário político. Ouço opiniões diversas sobre suas chances e eventuais alianças e apoiamentos. Longe de fazer comparações, mas a política é incrivelmente dinâmica e a fila anda. Inegável que há um clima de indignação no ar e Odilon tem ao seu lado o ex- conselheiro João Leite Schimidt. Pode fazer a diferença nos bastidores.


 
FOGUETES Em que pese o cenário nacional nebuloso a economia do Estado vai se firmando. O governador Reinaldo (PSDB) não esconde sua confiança e projeta números positivos para 2018. Lembra que o corte dos juros é indispensável e que a pecuária tem salvado o Produto Interno Bruto. Sem alarde vai fazendo uma administração eficiente e atende todos os segmentos sociais e econômicos. Ao seu estilo reitera: não estou pensando em eleições. ‘Acredito’.


  
DE VALOR! A chegada do Enelvo Felini (PSDB) à Assembleia Legislativa é saudável. Ex-prefeito de Sidrolândia, um dos responsáveis – como prefeito – pela transformação social e econômica daquele município. Enelvo é dinâmico, tem uma visão moderna da administração pública. A população de Sidrolândia que tem seu primeiro deputado, precisa ter juízo, se unir, para reelegê-lo. Cabe a Enelvo se articular entre as forças políticas locais. Difícil, mas não impossível.



Pode haver honra entre ladrões, mas não entre políticos”. (Lawrence da Arábia)
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