21/04/2018 - 06:27

Primeiro voto – lembrar ou esquecer?

Manoel Afonso
‘AMNÉSIA’ Ao contrário da justificada memória das adolescentes cúmplices daquela propaganda do ‘primeiro sutiã a gente não esquece’ (Valisere-1987), os jovens que debutarão nas urnas podem engrossar o contingente de eleitores frustrados e com razões de sobra para esquecer os candidatos em que votaram na estreia como eleitores.

EMPOLGA? Difícil citar o candidato ao Planalto que encha os olhos dos eleitores estreantes neste cenário apodrecido pela corrupção e falta de ética. Marina Silva (Rede), Joaquim Barboza (PSB), Álvaro Dias (Podemos), Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT): Em qual deles – eles votarão sem medo?

A LISTA: Jânio quadros chegou ao Palácio do Planalto em 1960 com 48% dos votos válidos. Depositário das esperanças frustrou com a renúncia. Em 1989 Collor de Mello (PRN) veio como furacão aos 40 anos de idade e também decepcionou. Em 2010 – Dilma Roussef (PT) com final idêntico de Collor. Todos eleitos pelo voto direto.

OPINIÃO: “O mundo atravessa momento de fadiga democrática. Os sintomas: apatia do eleitor, abstenção às urnas, hemorragia dos partidos, instabilidade eleitoral, desejo compulsivo de aparecer, impotência das administrações, estresse midiático e outras mazelas. A democracia tem problema de legitimidade quando os eleitores não dão mais importância à coisa fundamental, o voto”. (David Reybrouck, escritor belga)

VAI BEM o senador Pedro Chaves (PRTB) nas missões que lhe foram confiadas pelo Senado Federal. Agora trata de assunto bem próximo de nós: o bioma do Pantanal. Nesta segunda feira (23) comandará como relator da Comissão do Meio Ambiente, de audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Os dois Estados se unem pela preservação do espaço pantaneiro. Bom!

VERDADE? Na Assembleia Legislativa ouvi a notícia: o ex-conselheiro Cícero de Souza teria acertado com o ex-governador Puccinelli (MDB) para ser candidato a vice governador pelo PR, partido chefiado pelo ex- deputado federal Edson Giroto após a saída de Londres Machado, dos deputados Graziela Machado (PSD) e Paulo Correia (PSDB).

EDITAL no Diário de Justiça de 19/04/2018 – 5ª. Vara Cível de Dourados – na Ação de Recuperação Judicial das empresas do ‘Grupo São Fernando’ (leia-se José Carlos Bumlai) revela as vísceras do PT. O Banco do Brasil é credor de R$363.429.651,87, o generoso BNDES, a bagatela de R$390.986.321,35 e BNP – Paribas R$ 92.446.040,01, a União R$ 208.837.350,47, O Estado MS R$ 18.780.705,12 e município de Dourados R$  1.892,761,86.

ENFIM… O total das dívidas também para outros credores passa com folga da casa de R$1 bilhão e 200 milhões – com a notícia ruim para os infelizes ou incautos credores: pelo visto a garantia deve ser a própria usina, cujo valor nesta situação é infinitamente inferior. Como se diz: José Carlos Bumlai não tem do que reclamar do amigo Lula.

ALERTA “A previdência social é um problema. . Não sei como conseguiremos pagar os benefícios aos tantos milhões de novos aposentados, que incluem assistência médica a longo prazo quando ficarem realmente velhos. Eu me preocupo com a geração de meus filhos e como conseguirão arcar com a dependência financeira e nossa geração, com o governo que temos hoje”.

A AFIRMAÇÃO não é de nenhum brasileiro preocupado com os rumos da nossa previdência social, mas de Donald Trump – em 2006 – no livro “Nós queremos que você fique milionário” escrito em conjunto com Robert Kiyosaki, onde questionam a capacidade da previdência em suportar os ônus pesados no futuro. Se nos ‘States’ a situação preocupa, imaginem aqui! Livro de leitura agradável. Recomendo.

REALIDADE O livro enfoca também a situação do cidadão na velhice – tecnicamente milionário graças aos seus bens imóveis valorizados – mas que não dispõe de dinheiro para arcar com os gastos médicos seus ou de familiares numa situação emergencial. Em resumo: eles são ricos em bens e pobres em dinheiro vivo”, define Donald Trump.



ETA INGRATIDÃO Os suplentes de vereadores em cidades do interior são a nova opção de ‘caça votos’ para os candidatos a deputado estadual. É que os vereadores, eleitos, na maioria com a ajuda financeira de deputados, agora pedem alto para atuar como cabos eleitorais, não retribuindo assim a ajuda que receberam. Profi$$ionai$.



SUPERADAS as lides patrióticas de Olavo Bilac e Ruy Barbosa. Para a maioria dos políticos é conveniente a ‘doutrina Justo Veríssimo’ (“Eu quero é me arrumar”). No mês passado o ex-vereador Mario Arruda (capital) apontava esse quadro de degradação como a causa de ter deixado a política. Morreu sem a contaminação pelo vírus da esperteza. Idênticas razões levaram o medico Ricardo Ayasche a desistir da política.

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