10/07/2018 - 04:53

Greve dos caminhoneiros reflete nos preços e Campo Grande tem maior inflação em junho desde 1996

G1/MS
O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), percentual que representa a inflação na cidade, fechou o mês de junho em 1,17%, conforme o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. O indicador é superior à taxa de maio (0,21%). Também é o maior da série histórica do Nepes já registrado para junho, desde o ano de 1996, quando foi de 1,57%.

Na avaliação do coordenador do Nepes/Uniderp, Celso Correia de Souza, o mês de junho é, tradicionalmente, um período de inflações muito baixas, mas a greve dos caminhoneiros, que começou no final de maio, fez com que a inflação atingisse um alto patamar, afetando, principalmente, o grupo Alimentação, que fechou junho com uma alta de 3,22%, totalmente atípica para esse período.

Na avaliação do coordenador do Nepes/Uniderp, Celso Correia de Souza, o mês de junho é, tradicionalmente, um período de inflações muito baixas, mas a greve dos caminhoneiros - que começou no final de maio - fez com que a inflação atingisse um alto patamar, afetando, principalmente, o grupo Alimentação, que fechou junho com uma alta de 3,22%, totalmente atípica para esse período.

O resultado elevado em junho foi reflexo, também, da alta no grupo Habitação, que teve índice de 1,81% e peso de 0,58% para o cálculo do indicador mensal. "A energia elétrica, que teve a bandeira alterada para vermelha nível 2, e o gás de cozinha impactaram fortemente o grupo", acrescentou Celso. Além da Alimentação, com índice de 3,22% e contribuição para o índice de inflação de 0,66%, a Educação, ficou com taxa de 0,50% e colaboração de 0,05% para a formação do índice e o grupo Saúde, com resultado de 0,47% e participação de 0,04% para a inflação do mês.

Os outros três grupos do IPC/CG apresentaram deflações e ajudaram a segurar que a elevação da inflação de junho fosse ainda maior. Foram eles: Transportes (-0,56%), Despesas Pessoais (-0,44%) e Vestuário (- 0,54%).


No acumulado de 2018, ou seja, o total de seis meses, a inflação passou para 2,10%, e nos últimos 12 meses atingiu os 3,43%.

Conforme o Nepes, os produtos que mais contribuíram para a alta da inflação em junho foram:
Gasolina, com inflação de 7,39% ;
Energia elétrica, com inflação de 4,39%;
Gás em botijão, com inflação de 8,77%;
Batata, com variação de 50,34%;
Leite pasteurizado, com acréscimo de 9,34%;
Pilha, com variação de 22,32%;
Acém, com acréscimo de 5,92%;
Papelaria, com reajuste de 4,85%;
Costela, com elevação de 7,96%;
Alcatra, com acréscimo de 3,29%.
Já os 10 itens que auxiliaram a reter a inflação, com contribuições negativas foram:
Diesel, com deflação de - 9,54%;
Etanol, com redução de - 1,64%;
Cinema, com decréscimo de - 6,68%;
Calça comprida feminina, com baixa de - 3,84%;
Paleta, com queda de - 7,36%;
Bebidas não alcoólicas, com redução de - 2,06%;
Blusa, com decréscimo de - 2,02%;
Absorvente higiênico, com queda de – 7,60%;
Short e bermuda masculina, com diminuição de - 3,08%;
Sapato feminino, com baixa de - 3,45%.
Voltar
Site desenvolvido por: