31/08/2018 - 08:16

Aborto: A grande batalha

Carlos Trapp
Há poucos dias, comemoramos o Dia dos Pais. Também tivemos, recentemente, o início da campanha eleitoral. Os dois fatos tem ligação com o aborto: O pai, líder do lar, deve praticar, com sua esposa, uma sexualidade sadia e responsável; os políticos, devem se preocupar com a vida, desde a fecundação.

Costumo aqui aproveitar textos de especialistas dos mais variados assuntos, e em se tratando do aborto, vou aproveitar um, com ligeiras modificações, do pastor Gilson Bifano, que é diretor do Ministério Oikos, uma instituição evangélica pró-família, que diz o seguinte:

“Uma guerra está sendo travada em nosso país; a guerra da vida contra a morte. O direito de escolher, egoísta e individualista, por parte de muitas mulheres, contra o direito de viver de um embrião. É a batalha dos grupos pró-aborto contra aqueles que lutam pela vida.

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) convocou a sociedade para uma audiência pública para ouvir as posições pró e contrárias ao aborto até a décima segunda semana de gestação. A voz da Convenção Batista Brasileira foi ouvida através do pastor Lourenço Stélio Rega, no segundo dia da audiência pública.

Esse processo que tramita no STF foi motivado pelo PSOL, um partido claramente contrário aos princípios cristãos no que tange, dentre tantas coisas, aos valores familiares.

A batalha contra o aborto já foi perdida em muitos países, mas, recentemente, o povo argentino lotou a avenida 9 de Julho para protestar contra o aborto e no dia 08 de agosto, o Senado votou, por 38 a 31, pela criminalização da prática.

Fica a pergunta: O que podemos fazer, como Igrejas, famílias, instituições cristãs e como cidadãos nesta luta?

Como Igrejas, precisamos falar mais sobre este tema junto aos nossos adolescentes e jovens. Temos negligenciado em falar desta e de muitas ou-tras temáticas atuais junto aos jovens em nossas Igrejas. Com isso, as universidades e partidos políticos têm cooptado muitos jovens, inclusive, das nossas Igrejas, para as suas causas.

Há pouco tempo, um colega pastor no Rio de Janeiro compartilhou o seu sentimento de tristeza ao falar sobre o aborto para sua Igreja, pois, alguns jovens, em represália à sua fala, saíram enquanto ele falava. Um outro colega externou o mesmo sentimento. Depois de esclarecer para sua Igreja alguns pontos sobre o aborto, alguns jovens o criticaram nas redes sociais.

As instituições cristãs, principalmente os Colégios, precisam ser corajosos em colocar a posição cristã junto à comunidade. As famílias precisam se inteirar deste assunto e conversar sobre o tema à luz da teologia judaico-cristã.

Como Igrejas, denominações e instituições cristãs precisamos emitir notas de repúdio à legalização do aborto em nosso país. Precisamos, também, cobrar dos parlamentares cristãos atenção à aprovação de matérias contrárias aos valores cristãos da vida e da família.

Precisamos nos unir a outras organizações religiosas na defesa de pontos em comum; o aborto é um deles. Acima de tudo, orar, orar e orar.

Doutor James Dobson, em seu livro “O casamento debaixo de ataque - Porque devemos ganhar esta batalha”, lembra que as forças nazistas entraram sorrateiramente, no início da Segunda Grande Guerra, sem sofrerem nenhuma resistência dos principais países europeus. Só depois, quando a guerra tinha se instalado definitivamente, é que a Inglaterra e França, dos dois países mais importantes da Europa, é que se posicionaram. Todos nós conhecemos as mazelas que os países do Eixo impuseram sobre todo o mundo até que as forças aliadas venceram, em 1945, a guerra”.

A Segunda Grande Guerra hoje é apenas história, mas as lições podem ser aproveitadas na guerra que travamos hoje contra o aborto. Que não haja omissão de nossa parte. Seja por parte das denominações evangélicas, Igrejas, instituições cristãs, famílias e como cidadãos cristãos.”

Acrescento que leis contrárias ao aborto são importantes, porém o mais importante é a população ter uma sexualidade sadia e responsável como eu já disse, pois, assim, independentemente de leis, não vai haver aborto.

Eu e a Simone (minha esposa) não temos filhos; gostaríamos de ter. E é tão triste saber que há mulheres que abortam em vez de ter os filhos, que são bênção.

Os argumentos que se usam em favor do aborto são terríveis, pois uma criança no ventre materno é um ser altamente dependente, precisando, mais do que nunca, do cuidado da mãe e do pai.

Filhos devem ser planejados e amados.

Então, que os pais já passem esses valores para seus filhos que pretendem formar um lar, para que amem, desde já, os filhos que pretendem ter.

E como o pastor Bifano disse, as igrejas e colégios devem passar esses valores aos jovens, em preservação à vida. Que assim seja!

Carlos Osmar Trapp, pastor batista (OPBB/3650) e jornalista (DRT/MS, 928)
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