11/03/2018 - 05:31

União entre polícia, fazendeiros e ONGs protege e recupera nascentes em Goiás

G1
Uma força-tarefa feita pela Polícia Civil e fazendeiros, com apoio de organizações não-governamentais, tem ajudado a proteger nascentes em diferentes regiões de Goiás. De acordo com o delegado Luziano Carvalho, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), o objetivo é garantir que a água limpa que nasce no cerrado possa alimentar rios de todo o país.

Ele afirma que a ação é realizada há quase duas décadas pela delegacia. Imagens mostram a diferença de uma região de nascente em 2002, tomada por erosões, lixo e desmatamento, com a realidade atual, já com uma floresta viva e cheia de verde. “O que aconteceu no passado foi muita destruição. Nós temos milhares de nascentes recuperadas, mas este número precisa aumentar cada vez mais”.
“Quanto custa uma nascente recuperada? Não tem preço. É vida!”, afirma o delegado.

O cerrado, bioma predominante no estado, abriga oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras. É aqui que nasce, também, grande parte dos rios que irrigam todo o país.

O produtor rural Marcos Mori é um dos fazendeiros que se uniram à missão de proteger o berço das águas. Há três anos, quando começou o trabalho em sua propriedade, o gado passava pelo local e estava aterrando a nascente. Ele cercou área o e o local atualmente não apresenta mais riscos.

Segundo ele, o investimento foi quase insignificante para os benefícios que proporcionou à propriedade e à natureza.

“O investimento, eu diria, beira o irrisório. Não chegou a R$ 500, incluindo mão de obra. É uma coisa que vale a pena a gente investir, porque isso aqui é para o futuro, não é para usar agora, é para o futuro”, afirmou.

Realidade no país

O trabalho de recuperação de nascentes é importante para a preservação da bacia hidrográfica de todo o país. Segundo apuração da TV Anhanguera, 35% da população brasileira vive em 12 regiões metropolitanas.

Até agora, a união entre poder público, empresas e a população na recuperação e preservação de nascentes já começou em seis grandes centros urbanos, e chega a R$ 200 milhões. Mudas nativas foram plantadas em uma área equivalente a 30 mil campos de futebol.

Lícia Azevedo é coordenadora de um projeto que realiza a proteção e reflorestamento de nascentes.

“A gente trabalha numa solução de melhoria, que a gente vai ter a nossa poupança, a nossa nascente, sempre lá preservada e gerando água. Então a gente vai saber onde buscar a solução, onde está a solução para as nossas faltas de água nas cidades”, destacou.
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