12/05/2018 - 06:30

Conclusão da UFN 3 por russos pode atrair mais 14 empresas a Três Lagoas

Por Ana Cristina Santos
JPNews
A Petrobras confirmou nesta semana o início das negociações com a empresa russa Acron Group para a venda das fábricas de fertilizantes de Três Lagoas e do Paraná. O acordo tem exclusividade por um período de 90 dias. Esse é o prazo que deve levar para o grupo russo bater o martelo na compra das duas fábricas, que estão à venda em conjunto. 

A conclusão da instalação da fábrica, prevista para 2021, deverá possibilitar a chegada de mais 14 empresas do mercado de fertilizantes à cidade, conforme projeto da UFN 3, definido pela Petrobras para a unidade três-lagoense. De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento, Jaime Verruck, até o final do ano, a empresa da Rússia deve apresentar o cronograma da obra.   

A Acron é uma empresa com foco na produção e comercialização de fertilizantes, com vendas em mais de 60 países. Se comprar as fábricas de Três Lagoas e do Paraná, serão os primeiros empreendimentos do grupo no Brasil. Verruck disse que esse é um passo importante para a retomada da UFN 3. A partir de agora, de acordo com ele, começa o processo de negociação de valores. Após esse período, a empresa apresentará o cronograma da obra, que pode ocorrer ainda neste ano.

O Jornal do Povo divulgou com exclusividade, na edição de 3 de março, que a Acron tinha se antecipado para ficar com a fábrica e a visita dos empresários à cidade, no dia 24 de janeiro.   A construção da fábrica de Três Lagoas começou em setembro de 2011 e foi interrompida em dezembro de 2014, quando a Petrobras rompeu contrato com um consórcio formado pelas empresas Galvão Engenharia e Sinopec.

No final do ano passado, a estatal anunciou a venda da fábrica. AQUECIMENTO A retomada da UFN 3  irá reaquecer a economia de Três Lagoas, com a geração de postos de trabalho. Por isso, Verruck disse que, após a fábrica entrar em operação, será necessário melhorar a logística de escoamento da produção, como a recuperação das rodovias BR-262 e BR-158 devido à quantidade de caminhões usados no transporte de amônia e ureia. O secretário citou a saturação do tráfego, principalmente na BR-262, devido ao transporte de eucalipto por caminhões e carretas.     

Outro ponto destacado pelo secretário foi em relação ao gás natural, matéria prima necessária para o funcionamento da fábrica. Por esse motivo, o governo do Estado negocia com a Bolívia o fornecimento do produto para atender a demanda da indústria na cidade. 
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